João Rodrigues deixa prefeitura e inicia corrida pelo governo de SC
O agora ex-prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), oficializou sua saída do cargo e deu início à sua pré-campanha ao governo de Santa Catarina em 2026. A transmissão do cargo ao vice Valmor Scolari ocorreu nesta terça-feira (31), em um evento que reuniu lideranças de diferentes partidos aliados.
A cerimônia contou com forte presença política, incluindo representantes do MDB, PP e União Brasil, sinalizando articulação ampla para o projeto eleitoral. Mesmo com algumas ausências pontuais, o comparecimento expressivo reforçou o movimento de apoio à candidatura.
Durante o evento, o ex-governador Esperidião Amin enviou uma mensagem destacando a importância da união: “que possamos caminhar juntos em um projeto de unidade”.
Pré-candidatura ganha tom crítico e aposta em gestão como vitrine

Em seu discurso, João Rodrigues não evitou comparações com a atual gestão estadual, liderada por Jorginho Mello. O ex-prefeito deixou claro que pretende usar sua experiência administrativa como principal argumento eleitoral.
Ele afirmou que Chapecó será o modelo de gestão apresentado ao eleitor catarinense, destacando resultados alcançados durante seu mandato. Entre os pontos ressaltados, Rodrigues declarou ter entregue a cidade completamente asfaltada e anunciou, como último ato, um pacote de obras de R$ 200 milhões.
Ao se despedir do cargo, reforçou o tom de campanha: “quero a oportunidade de mostrar ao estado o que fizemos e como fizemos”.
Mudanças partidárias redesenham cenário político
O mesmo dia foi marcado por movimentações relevantes nos bastidores políticos de Santa Catarina. O deputado estadual Nilso Berlanda se filiou ao PSD, fortalecendo o grupo de João Rodrigues e deixando a base do governo estadual.
Já o deputado Vicente Caropreso encerrou uma longa trajetória no PSDB para ingressar no União Brasil, em busca de melhores condições para a disputa eleitoral.
Outro movimento de peso foi a filiação do ex-governador Carlos Moisés da Silva ao União Brasil. Ele vinha avaliando alternativas desde o rompimento com o Republicanos e agora se posiciona para disputar uma vaga na Câmara Federal.
Grupo de ex-governadores entra no jogo
Com tom bem-humorado, Carlos Moisés indicou a formação de uma frente política composta por ex-governadores que devem apoiar João Rodrigues. Entre os nomes citados estão o próprio Esperidião Amin, Raimundo Colombo, Eduardo Pinho Moreira e Paulo Afonso Vieira.
A movimentação indica que a disputa pelo governo catarinense começa a ganhar contornos mais definidos, com alianças sendo estruturadas e lideranças se reposicionando no tabuleiro político.
Lula mantém Alckmin e promove mudanças no governo
No cenário nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que o vice Geraldo Alckmin seguirá na chapa para a reeleição.
Ao mesmo tempo, foi anunciada a saída de diversos ministros que devem disputar as eleições, respeitando o prazo legal de desincompatibilização. A medida faz parte da estratégia para organizar o governo federal diante do calendário eleitoral de 2026.
Prazo eleitoral pressiona decisões
De acordo com as regras do Tribunal Superior Eleitoral, ocupantes de cargos no Executivo que pretendem concorrer precisam deixar suas funções até seis meses antes do pleito — prazo que se encerra no início de abril.
A exceção vale para cargos como presidente, governadores e parlamentares, que podem permanecer em suas funções.
Com a renúncia e as movimentações partidárias, o cenário político em Santa Catarina entra de vez em modo eleitoral, com alianças sendo costuradas e candidaturas ganhando forma.


